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Literatura | Conto | O caseiro da fazenda vizinha.

   A noite chegava e com ela o medo que Analice sentia, sua casa era no sítio onde poucas pessoas iam, havia muitas árvores em volta a casa e toda área em volta do sítio era coberto por grandes árvores que fazia acerca da divisa das fazendas. O fazendeiro vizinho quase não frequentava lá era um médico e vivia em viagens para o exterior, os caseiros tinham uma filha e um filho. A mulher era Zuleide e pouco visitava Analice, quando se encontravam era só reclamações de tudo e todos. Uma noite o esposo saiu e para surpresa da mulher os vizinhos apareceram e ficaram até tarde, a mulher gostou, pois, sentia medo de ficar só, ao saírem o esposo de Zuleide disse tranque todas as portas e deixe as luzes acesas, assim fica menos assombroso. Bastou mencionar a palavra e o medo chegou, depois de trancar bem as portas e acender todas as luzes da casa, foi assistir TV passava um filme de terror, trocou de canal e foi assistir um filme antigo de faroeste. O esposo chegou e disse a mulher não vai acreditar mataram duas pessoas na entrada da fazenda vizinha, acho que foi queima de arquivo deixaram uns sinais escritos na porteira. Haroldo por que me contou sabe que tenho medo agora não fico sozinha, calme amor, nossos filhos chegam esta manhã esqueceu estarão de férias por 60 dias ou mais, ainda bem que passaram de ano, daí dois anos teremos uma médica e um engenheiro civil.
      Na manhã seguinte Frida e Rikelme chegaram contentes de estarem de volta em casa, depois de muitos abraços e um saboroso café foram cavalgar, a mulher ficou cuidando das flores no jardim onde ninguém mexia apenas ela, a moça que cuidava da limpeza da casa havia chegado ela vinha dia sim dia não, morava na comunidade que ficava mais próxima da fazenda, a cidade era longe. Depois do almoço as duas iam fazer doces de pêssegos, havia colhido um cesto grande cheio de frutos, e a filha queria doce de abóbora com coco. Tuane disse patroa se quiser pode conversar com seus filhos eu faço os doces, poço ficar esta noite e termino a arrumação amanhã, bem lembrado vou precisar de você estes dias que estão aqui, vem muitos amigos e dá trabalho, riram e continuaram o trabalho. Após o almoço os filhos foram andar de barco Analice e Frida ficaram fazendo doces e Haroldo foi matar um boi para congelar, todas férias dos filhos matava e convidava a família para um almoço de domingo. A noite quando terminaram o jantar Rikelme disse ao pai meus primos chegam amanhã convidei para passar uns dias aqui iremos acampar na cachoeira da fumaça, a moça sorrindo disse e minhas amigas de universidade vem ficar uma semana conosco são apenas três, as verdadeiras apenas, tudo bem os pais concordaram depois dos telefonemas confirmando as visitas foram jogar cartas, adoravam jogar quando estavam reunidos. Na semana seguinte a casa estava cheia e muito trabalho para as duas mulheres, resolveram buscar uma mulher na cidade era diarista, ajudaria bastante, deixariam elas por conta do fogão já conheciam seus pratos eram saborosos.
     Depois de muitas visitas a fazenda ficou vazia novamente e o medo retornou, ao sair o esposo diz a mulher acho que não volto cedo pode dormir quando eu chegar entro levo minha chave, os meninos estão na casa da vó na cidade voltam no outro dia. Ao ficar só ela foi ler uma revista de dicas culinárias, parecia um barulho na varanda da frente, ela está nos fundos, mas está tudo fechado isto é medo Analice, pare com isto, continuou folheando a revista, outro barulho meu Deus, é gente ou um gato grande, insistindo o barulho na porta da frente a mulher se desespera, liga pro marido que atende por favor tem gente mexendo na porta, venha, calma amor estou longe, como poço chegar rápido, outro barulho agora mais forte estariam arrombando a porta? Ouviu? Sim fique calma vá para a cozinha de fora que tem portas de ferro entre tranque e fique lá não saia, eu vou mandar alguém, depressa correu para cozinha trancou a porta com as trancas de ferro e ficou prendendo a respiração tamanho medo, o telefone tocou ela pensou é um truque eu saio para atender ele me mata, continuou quieta de repente outro barulho forte agora estão mexendo no quarto, devem estar querendo dinheiro, mas bobos está no cofre grande pesado. Conseguiu ouvir uma voz sussurrando ela tem medo não vai olhar pode tirar o capuz, essa voz é do caseiro, será, mas porque fez isto, vou sair depois pensou bem e ficou quieta, Haroldo havia ligado para um amigo policial que mora na comunidade ele estava a caminho. Mas uns minutos o barulho estava chegando na cozinha ai Senhor vão me achar, reviraram as gavetas dos armários de dentro, outra voz ela está presa na cozinha de fora lá que deve tá guardado a prataria, mas como entrar ela trancou por dentro é de ferro a porta não abre fácil, pode chegar gente vamos embora outro dia voltamos, mas quando iam saindo Rogério chegou com dois amigos e deu voz de prisão eles correram mas foram capturados ao tentar passar pela cerca de flores da Analice, depois de pegar os dois homens chamaram a dona da casa, que estava quase desmaiando precisou um chá calmante para conseguir falar, os filhos ficaram sabendo do acontecido o pai havia ligado, chegaram para ficar com a mãe, os homens confessaram que ao beber uma pingas no boteco o caseiro vizinho disse que a mulher tinha medo e como era muito rica e a fazenda muito bonita e grande resolveram roubar, mas queriam as peças de prata que Zuleide disse que valia muito. Analice fez Haroldo contratar um casal de ajudantes para morar na casa e fazer companhia, o marido ausentava muito a trabalho desde esse dia nunca mais ficou só.
Texto escrito por Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de propriedade intelectual.

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