POEMA DESMEDIDA


 Desmedida


Pediram-me um beijo,

eu entreguei carícias sem medida.


Pediram-me um abraço,

eu me estendi até o infinito e fiquei lá.


Pediram-me uma gota de emoção,

eu desaguei em tempestade,

inundei o mundo com meu pranto de rio.


Pediram-me uma linha,

eu derramei bibliotecas,

fiz de um verso, cantoria.


Pediram-me os olhos,

eu despi a alma.


Pediram-me amor,

e eu então 

imensa, inteira, acesa 

já não coube em mim,

nem no céu,

nem no universo.


Escritora Luzia Couto  

lei 9.610/98

20/09/26

Ipanema Minas Gerais Brasil



Desmedida

Me pidieron un beso, entregué caricias sin medida.

Me pidieron un abrazo, me extendí hasta el infinito y allí me quedé.

Me pidieron una gota de emoción, me desbordé en tormenta, inundé el mundo con mi llanto de rio.

Me pidieron una linea, derramé bibliotecas, hice de un verso un canto.

Me pidieron los ojos, pidieron una linea, derramé bibliotecas, hice de un verso un canto.

Me pidieron los ojos, desnudé el alma.

Me pidieron amor, y entonces —inmensa, entera, encendida— ya no cabía en mí, ni en el cielo, ni en el universo.

Escritora Luzia Couto

Ley 9.610/98 • 20/09/26

Ipanema • Minas Gerais

Brasil

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